
O espaço universitário deve ser um modelo de democracia, garantindo acesso
igualitário a todos os segmentos da sociedade, incluindo pessoas com deficiência. A
“inclusão espacial” é, portanto, essencial na estruturação desses ambientes.
A dissertação de mestrado de Joiciane Santos, foi defendida em dezembro de 2024. Nesta pesquisa de natureza qualitativa, o objetivo foi analisar a percepção de quatro usuários com diferentes tipos de deficiência (uma pessoa com cegueira, uma com surdez, uma em cadeira de rodas e uma com mobilidade reduzida) sobre suas percepções e experiências de ingresso e deslocamento diário no Campus A. C.
Simões da UFAL.
Foi utilizado o método do Passeio Dialogado (Walkthrough) e medições objetivas foram realizadas por meio do Sistema de Informação Geográfica (SIG) para analisar as condições físicas do campus universitário. Os resultados revelaram diversos obstáculos para a acessibilidade no campus, como a falta de sinalização adequada, rampas inadequadas e espaços com dificuldade de circulação para pessoas com mobilidade reduzida. A pesquisa também apontou que, apesar de algumas iniciativas de acessibilidade, o campus ainda carece de um planejamento mais eficiente para integrar todos os tipos de deficiência. Além disso, foi identificada a importância de soluções de design universal, como sinalização tátil e sonora, vegetação aromática e outras referências sensoriais, para tornar o ambiente universitário mais inclusivo.
Os resultados sugeriram a criação de um banco de dados colaborativo sobre acessibilidade, que poderia servir como uma ferramenta para monitorar e aprimorar as condições de acessibilidade no campus. A conscientização sobre a inclusão e a implementação de um planejamento mais rigoroso das infraestruturas também foram destacadas como ações fundamentais para melhorar a acessibilidade e garantir a inclusão efetiva de todos os alunos.
A dissertação completa pode ser acessada no repositório de teses e dissertações da Ufal.
